sábado, 14 de janeiro de 2012

Fuga de São Paulo - Parte II

Como ainda não estava satisfeita com uma viagem só, o namorado lá no Nordeste (e só volta no final do mês) e poucos reais na conta, não dava para fazer um mochilão. Fiz então um "mochilinho" em um dos lugares de que mais gosto no meu lindo país.

Sei que já fui mil vezes a Paraty/RJ, mas nunca é demais. Essa foto ao lado foi tirada em um passeio de barco num dia horroroso de chuva. =)

Fazia tempo que não ia para lá e descobri que a popularidade da cidade, entre estrangeiros principalmente, cresceu em progressão aritmética de alguns anos para cá. Como meu objetivo não era conhecer a cidade, a muvuca não me incomodou.

O melhor de Paraty, no entanto, é conhecer seus arredores. Se quiser caminhar, tem várias trilhas que levam a lugares lindos. Se não quiser, dá para fazer quase tudo de barco. Como eu estava com uma preguiça absurda de fazer trilha (e o tempo chuvoso não ajudou muito), resolvi deixar as praias mais selvagens para outra ocasião e fiquei enchendo a barriga de frutos do mar à beira do mar. 

Agora acho que já estou quase pronta para a volta às aulas. Já tirei a cor de porcelana, exauri minhas finanças, comi até dizer chega. Falta terminar o meu Gabriel García Márquez e criar um pouco de coragem para começar o ano. Se bem que o Carnaval já está logo ali... =)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Rapidinhas


1) Meus lindos sapatos novos sobreviveram e proporcionaram uma experiência nova aos meus pés: sem bolhas depois!

2) Amo minha mochila.

3) Tchau, São Paulo. Estou indo tirar a cor de porcelana, com passagem só de ida. Volto quando decidir voltar, mas obrigatoriamente antes do dia 16.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Desapaixonar-se

Quando nos apaixonamos o mundo fica mais colorido, os pássaros cantam melhor e nem o BBB irrita tanto. A paixão vem como um tsunami e invade cada poro do nosso corpo. Até respirar é inebriante.

O processo inverso, no entanto, não é arrebatador e nem ocorre de súbito. Ele é silencioso como o diabetes. E, assim como a doença, deixamos de processar o açúcar.

Penso na lei da conservação de energia. Experimente segurar uma bola de basquete na altura dos ombros. Agora solte a bola. Ela vai quicar, mas não  vai voltar para as suas mãos, a não ser que se acrescente uma dose de energia. Sem essa energia, a cada vez que a bola quica, ela volta menos. Até que ela fica no chão e você não brinca mais.

Filosofia de boteco do dia I: ou você segura a bola o tempo todo ou dá um empurrãozinho para ela voltar.

Filosofia de boteco do dia II: alguns relacionamentos são como bolas de basquete, mas outros são como bolas de boliche.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

As ambiciosas resoluções de Ano Novo de Patrícia

Mais um ano que se foi.

A minha lista de resoluções teve que ser modificada ao longo do ano, já que as oportunidades que apareceram não seguiram meu plano inicial. É por isso que sempre digo que a gente tem que ter um plano mais ou menos, onde possamos mudar mais ou menos, de acordo com o que a vida nos oferece. =)

Parece-me que 2011 foi uma espécie de transição. Um ano de subir degraus, ainda sem chegar no topo. Um ano de plantio, ainda sem colheita. Um ano de muito investimento em todos os sentidos.

Acho que um pouco do que plantei (e eu plantei pra caramba) já está começando a aparecer. =)

Minhas metas para 2012 são ambiciosas, mas acho que vou conseguir.

1) Trabalhar de 20 a 25h por semana com ganhos similares ao que eu tinha trabalhando 14h por dia. Parece impossível, mas acho que até o meio do ano eu chego lá. 

2) Frequentar a academia que estou pagando (olha que já estou fazendo 50%).

3) Mestrado na USP.

4) Voltar às aulas de tango e ir a uma milonga por mês, no mínimo dos mínimos.

5) Tomar mais sorvete, ver mais os amigos, viajar mais.

Visto que desisti temporariamente de morar sozinha, tudo me parece bem mais factível.