terça-feira, 26 de setembro de 2006

Morwen Presa ou Morwempresa?

Estou começando a me animar, galera. A partir desta semana já posso emitir nota fiscal! Apesar do M-E-D-O de abrir o próprio negócio, estou muito feliz assim, obrigada. Trabalha-se muito mais para ganhar muito menos, mas dinheiro nenhum no mundo compra o meu direito de acordar tarde e simplesmente, do nada, decidir... lavar o carro. Ou ir ao cabeleireiro. Ou ir ao banco resolver aquela pendência de oito meses atrás. Tudo bem que isso significa ou ficar sem dinheiro ou trabalhar de madrugada para compensar. Mas não se pode ter tudo na vida...

Já até fiz o desenho do meu cartão de visitas. Chique, não? Eu nunca achei que ia ter cartão de visitas NA VIDA. Olha como o mundo dá voltas... Eu e minha velha questão de lidar com a autoridade dos outros... Mas cansei de lutar contra isso. Eu não aceito a tirania dos outros mesmo. E pronto. Agora sou a tirana de mim mesma, mas isso eu sempre fui e sou uma chefe de mim mesma dura e exigente. De repente até dá certo. Mas certamente vou voltar a dar aula no ano que vem, porque estou muito longe de viver da empresa...

No mais, tudo indo. O apartamento agora tem cozinha e dormitório planejado, os móveis são lindos, as paredes perfeitas e os cheques mais gordos já caíram. Estou sem um centavo no banco, mas o apartamento está LINDO!

A coisa mais gostosa é ver aquele monte de parede se delineando para virar a sua casa... Os móveis que você escolheu, nas cores que você quis, a parede do jeito que você queria... (com o método aprendido no People+Arts no meu último desemprego). Já estou até chamando a casa onde eu moro - e vou continuar morando até o casamento - de "casa dos meus pais".

Já escolhi o vestido de noiva! Foi uma experiência, no mínimo, engraçada. Sabe aquelas tábuas de madeira com um surfista sarado desenhado, que você põe o rosto no buraco para tirar foto? Eu, que sempre fui moleca, me senti naquilo. A cada vestido novo, uma nova gargalhada. Mas aí, minha mãe, que é mais inteligente do que eu, sacou o porquê e me levou para uma loja de vestidos menos convencionais, mais de gente louca. Aí deu certo. No final, minha mãe e eu acertamos um meio-termo de vestido assimétrico com decote meigo e comportado, mas com as costas abertas mostrando a tatuagem. E todos felizes.

domingo, 3 de setembro de 2006

Mudanças

Devagar, as coisas vão mudando...

- Depois de muitos anos trabalhando no informal, cansei de esperar ser registrada e cansei de perder tempo de serviço. Abri minha empresa. Pago meus tributos, pago minhas contribuições, mas não tenho que ficar no pé dos picaretas. Proporcionalmente vou ganhar menos, mas não vou ficar tendo dor de cabeça todo ano quando for declarar o IR. Hora de virar gente grande.

- O apartamento está de cara nova! Paredes pintadas (graças à preciosa ajuda do amigo Lud) e furadas, com box de vidro e divisória entre a cozinha e a área de serviço. Os móveis estão chegando e os cheques estão caindo (ui!).

- "Lesão cística, revestida por epitélio epidermóide e repleta de queratina": foi o que tiraram da minha virilha essa semana. Nunca imaginei que a região inguinal fosse tão aflitiva. Só vou tirar os malditos pontos no dia 11/09. Nota mental: nunca mais ir ao dermatologista.

- Vacinas: alguém pode me dizer onde encontro Meruvax e Engerix?

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Preparativos...

No geral, encaro uma fase de preparativos.

Daqui a pouco, tudo vai mudar.

Mas já dizia o velho ditado: "Quem planta, colhe". O que ninguém disse no ditado é que entre a plantação e a colheita existe uma espera.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Se não tem nada de bom a dizer...

Às vezes eu me esqueço de um ditado que eu mesma defendo: "se não tem nada de bom a dizer, então não diga nada". Aí me dei conta que este blogue acabou virando um cantinho de lamentações pessoais e há muito deixou de ser um espaço de discussão saudável. Pois é... Com alguns anos de estrada blogueira (antes no ig, depois no weblogger e agora aqui), acabei perdendo a noção.

Vivemos em um mundo tão egoísta que muitas vezes não nos damos conta de que nos tornamos nós mesmos vítimas da ideologia. Ainda mais, no meu caso, fora da universidade - que, por pior que seja, é sempre um espaço de questionamentos - e engolida pelo mercado de trabalho em tempo integral.

Eu sempre achei péssimo quando alguém precisa rebaixar os outros para poder ser alguém (ou achar que é). E o fato de algumas pessoas com quem convivo agirem assim me fez ver que devo estar fazendo o mesmo aqui. Minhas reclamações não deixam de ser, de certa forma, uma crítica social, mas de qualquer forma, eu cansei do meu próprio negativismo.

Muita coisa boa tem acontecido na minha vida, mas às vezes sinto que apenas o absurdo e a indignação acabam me levando a postar. Vou falar de uma coisa boa que aconteceu e que, ao mesmo tempo, é um absurdo: meu noivo e eu nos endividamos até os ossos, mas compramos nosso imóvel.

O que é absurdo nisso? O absurdo é que as pessoas se espantam com isso e acham que estamos cagando dinheiro.

Direito de resposta: Não. Nem eu e nem o Daniel viemos de berço de ouro. Só que, ao invés de comprar celular em 10 parcelas com câmera que tira foto, filma, canta e dança a Macarena, nós guardamos o dinheiro. Mesmo ganhando pouco, tanto ele como eu conseguíamos guardar nem que fossem 10 reais no mês. Ao longo dos ANOS (e bota ano nisso...) e juntando os dois, isso dá uma quantia considerável de dinheiro para dar de entrada num imóvel.

A maior parte das pessoas fica esperando "conhecer a pessoa ideal" antes de pensar em juntar dinheiro para o imóvel. Pensando assim, deve parecer mesmo que estamos cagando dinheiro. Mas, sabe aquela poupança "imexível"? A minha estava "imexida" havia 22 anos. Mesmo quando eu não conseguia colocar dinheiro lá, eu também nunca tirei. Mesmo nos apertos mais apertados, eu fingi que ela não existia. Graças a Deus ninguém ficou doente na minha família e nenhum outro imprevisto surgiu no meio do caminho.

Sei lá. Eu acho que a gente tem sempre que se planejar para o futuro. Eu podia ter comprado uma Caloi Cross e não comprei. Podia ter tido um rádio bem legal e não tive. Podia ter ido mochilar pela Europa (bem apertado, digamos) e não fui. Podia ter feito um monte de coisa que não fiz com o dinheiro que esqueci naquela poupança. Mas hoje, depois de tantos anos de ressentimento pelas coisas que não fiz e que não comprei com aquela poupança, me sinto uma pessoa muito realizada, que vai pagar prestação do imóvel, e não aluguel. E, para mim, nenhum walkman ou Nike Air Max Blaster Plus vale isso.

Farei um acordo não firmado em contrato comigo mesma. Quando eu não tiver nada de bom para postar, ficarei em silêncio virtual, aguardando a chance de poder contribuir um pouco com a alegria cotidiana de uma cidadã comum de uma metrópole como tantas outras no mundo.

PS. Mas, só porque eu não resisto: alguém mais está vendo a Terceira Guerra Mundial começando ou é paranóia minha?