segunda-feira, 19 de setembro de 2005

É foda

Às vezes acho que eu devia me contentar com menos. Desde que tive o meu surto de ambição que a minha vida começou a se complicar. Hoje fumo mais, durmo mal, fico contanto os dias do calendário até o Natal.

Talvez eu não devesse pensar em morar na Aclimação, num 2 dormitórios, com 80 metros quadrados e 2 vagas na garagem. Talvez eu tenha escolhido a carreira errada. Talvez eu esteja na cidade errada. Talvez.

São Paulo definitivamente precisa de um controle populacional um pouco mais radical. Tipo uma guerra. Ou uma praga. Com menos gente no mercado, não precisaríamos trabalhar 17 horas por dia em 3 lugares diferentes para inteirar um salário.

E meu aniversário chegando... A cada ano vejo que estou mais velha e praticamente na mesma situação. Isso é degradante. Não sei quem foi o imbecil que inventou que "Deus ajuda quem cedo madruga" ou qualquer outro lema que diz que se você se esforçar você chega lá. A mídia fica propagando essa idéia fraca de herói, de self-made man, mas no final das contas, somos um bando de lunáticos lutando por um sonho americano perdido na década de 50 ou 60.

Cadê o meu sonho americano? Nem preciso de lava-louças ou de enceradeira (mesmo porque ninguém tem piso de madeira de verdade hoje em dia). Será que é o meu padrão que está equivocado? Talvez seja. Um amigo meu já provou que dá para viver com um balde amarelo, um fogão de camping, um colchão e uma panela.

7 comentários:

  1. Blogger uploads story of his life on Tallahassee's streets
    There was nothing unusual about the blog, at first. Scathing political commentary, sometimes bitter, sometimes funny.
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  2. Deixa ver: um balde amarelo, um fogão de camping um colchão e uma panela... Pati, desse jeito vou acabar pedindo demissão novamente pra encarar viver de bolsa de pós, uai.

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  3. Até parece muito, né? Um apê de 80 m2 que não seja nos confins do mundo. Para isso é necessário vender a alma. Ninguém merece!

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  4. Sou totalmente solidária... Eu tb venho pensando muito em ir vender pulseira de miçanga em Salvador, vou viver na beira da praia, fazendo exercício (andando de um lado pro outro) e pegando um bronzeado. Mestrado pra quê, ora porras?!

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  5. Oxente! Nem todo mundo que mora na beira da praia faz artesanato. Eu, por exemplo, sou jornalista pra uma grande empresa... na beira da praia. Como ex-moradora de grandes metr�poles, digo: grandes metr�poles, nunca mais. � furada. Agora, se contentar com menos � preciso. Ainda bem que, muitas vezes, menos � mais que o suficiente. Beijos. Pops. www.enviadaespecial.zip.net

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  6. Não te queixes! podias estar desempregada ou a viver debaixo da ponte...

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